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23 novembre O Google vai dominar o mundo?No ritmo dos avanços que a Internet permite vamos, lentamente, vendo o reinado da Microsoft ser ameaçado. De buscador universitário desenvolvido por inquietos nerds, o Google vai se transformando no Grande Irmão desse início de século. Desde que os bits e bytes começaram a dar as cartas na vida do planeta, já vimos esse filme. A grande diferença é o tempo que os gigantes demoram para se erguer, atingir o apogeu e mergulharem inexoravelmente para o poço, onde o declínio inevitável se avizinha. Essa mecânica, antes mesmo da explosão da bolha no início desse século, foi ricamente ilustrada com a ascenção e queda da Netscape. Guardada as devidas proporções e alguns bons milhares de dólares, posteriormente assistimos a inúmeras compras, aquisições e falências por conta dessa dinâmica rápida e absolutamente rasteira que norteia os negócios do setor. Quando mr. Bill Gates deu a volta por cima nos aprumados executivos da IBM ou quando mr. Steven Jobs viu uso e deu aplicação às experiências da Xerox começou um ciclo dinâmico e perverso para o mundo contemporâneo. (...) 22 septembre Microsoft reage...A Microsoft com a lentidão típica das empresas que se acomodaram à hegemonia conquistada no passado, começa a reagir aos avanços e facilidades que o Google oferece aos seus usuários. A nova versão do Windows Live mostra o quão incomodada a empresa está com o concorrente. Live Mail, Photo e Writer são três das novidades desse novo pacote. Mais do que eventuais avanços e melhorias, que os programas parecem oferecer, começamos a ver uma migração pesada para soluções on-line. Chame de influências e conseqüências dos conceitos de Web 2.0, avanço de máquinas e conexões. A realidade é que a combinação disto tudo está trazendo novos horizontes para os usuários de computadores. Naturalmente, isto se extende às empresas, à produtividade, à cultura e, com sorte, à educação. 15 mai Dr. Mabuse nos Tempos da InternetSão Paulo descobriu hoje a força e o poder da Internet. Os tradicionais e-mails de alerta, comunicadores instantâneos e as listas de discussão prestaram um grande desserviço à informação.
Em plena era da informação, com facilidade para divulgar notícias, o que mais se viu foi a falta de informação. O lador bizarro dessa situação é que é hora de repensar o fim da profissão de jornalista.
Temos gente demais escrevendo e isto não é ruim. Gente escrevendo significa, em última instância, idéias circulando. Idéias circulando motivam e incentivam, despertam mentes e vocações. Porém, escrever não significa, necessariamente, noticiar algo.
A Internet com páginas pessoais, blogs e e-mails, de vários modos, incentiva as pessoas exporem suas idéias e opiniões. Um volume imenso de textos circula diariamente pelo ciberespaço. No meio disto vão correntes da felicidade, receitas para felicidade, piadinhas, avisos de vírus, mensagens de fé e auto-ajuda. O potencial de propagação se eleva a enésima potência nessa corrente virtual.
De modo geral essas ações e as reverberação dessas mensagens não causa transtorno. Contudo, os eventos como o desse quinze de maio mostram que essa rede de comunicação na Internet tem um potencial que não pode ser subestimado. Assim como o jornalismo precisa ser repensado e readequado a esses tempos virtuais, a maneira como se comporta o jornalismo falado e televisado precisa ser igualmente revisto.
É fato que as autoridades demoraram demais para estabelecer uma estratégia de comunicação frente à situação.Essa demora fez crescer a indústria dos boatos e com um ambiente fértil como a Internet não demorou para que eles ganhassem a proporção que tiveram. Uma reação em cadeia previsível onde sobrou histeria e faltou discernimento.
Nas redações, notícias mal apuradas e sem foco reproduziam informações desconexas. Na pressa por divulgá-las, muitas não eram checadas. Pior, algumas rádios e tvs trabalharam o sensacionalismo e não a informação. Diagnosticou situações e tirou conclusões equívocadas que foram divulgadas à exaustão.
Apenas para ilustrar esse desencontro. Os amarelinhos de São Paulo estão testando um novo sistema de comunicação, baseado em PDAs com celulares. O prazo de testes está próximo do final, mas alguns informações publicadas pela imprensa dão conta que o sistema é falho e deixa a desejar. Se restava alguma dúvida sobre a eficiência desse dispositivo, a crise dessa final de semana, testou e dissipou todas. De acordo com a direção da CET, "um problema de sobrecarga no sistema de comunicação comprometeu toda a operação de fiscalização" da cidade. Em razão disto, o centro de operações optou por trazer e manter os amarelinhos junto às bases. Com isto, a última monitoração de congestionamento da cidade foi feita às 17h30, segundo o engenheiro-chefe do CET, quando também se fez a última divulgação oficial sobre a situação do trânsito na cidade: 195 km. Apesar disto, algumas rádios, sites e paineis eletrônicos espalhados pela cidade informavam que às 19h, a cidade tinha 212 km de congestionamento.
Quais as lições que tiramos dessa situação onde não faltou divulgação, faltou mesmo a informação, matéria prima do jornalismo responsável. Trocamos a notícia pela fofoca, a opinião responsável pela impressão fragmentada e a responsabilidade das autoridades pelo palpite infeliz de repórteres e apresentadores despreparados. 2 octobre Um dia todos teremos Ladas!Estamos no meio de uma revolução digital que se expande por todos os setores da vida. No mundo corporativo isto já é uma realidade. A própria dinâmica do mercado exige atenção dos profissionais às novidades e cursos de atualização. Mas, como preparar os que estão chegando ao mercado ou mesmo atualizar aqueles que estão à margem dessa vida digital? Para enfrentar essa realidade, o governo desenvolve planos de inclusão digital. Porém, discutimos sistemas operacionais, softwares e projetos sem ter claro qual problema queremos resolver com essas ações. Não sejamos ingênuos porque, efetivamente, não são programas e equipamentos que apresentarão e garantirão acesso a esse mundo digital aos excluídos, os sem computador. Não faltam fornecedores empolgados com soluções mágicas para o governo que, empenhado em sua luta anacrônica contra o imperialismo, nega a roda e tenta reinventá-la. O slogan fácil de que o sistema operacional Linux é livre anima incautos e serve para platéias desinformadas. Uma discussão sobre as funcionalidades do software, aplicações disponíveis e desenvolvedores confiáveis, principalmente, em se tratando de educação mostraria que a questão é mais complexa. Se no mercado corporativo o Linux é adotado para determinados usos vale lembrar que conta com supervisão e acompanhamento constante. Já na área do ensino, a questão é mais complexa. Sem os mecanismos eficientes de controle, suporte e monitoramento do setor corporativo, a área educacional corre o risco de viver um sonho de uma noite de verão. Isto sem mencionar usuários domésticos, sem poder contar com assistência, acompanhamento, manutenção e novos desenvolvimentos. Afinal, permitam e perdoem a metáfora, não estamos falando de um sistema que é um Fusca e sim de uma solução que pode se transformar da noite para o dia num “moderníssimo” Lada. Naturalmente, há um grande número de defensores do software livre (sabe-se lá, livre do quê?), que tem contribuições fundamentais para ampliar esse debate. Infelizmente, todas essas possíveis e plausiveis contribuições ainda estão ausentes dos debates sobre inclusão digital, posto que a politização do tema deixa questões relevantes à margem da discussão. Contudo, questionar o Linux e seu jargão pseudo-libertário, não deve significar, nem de longe, que a saída é o Windows, da Microsoft. Quem faz isto reduz a questão da inclusão digital numa escolha pura e simples de sistemas operacionais ou resistência ao imperialismo. Naturalmente, por circunstâncias históricas e evolução do mercado, hoje a Microsoft dá as cartas e oferece um sistema muito amigável, com uma ampla oferta de softwares e desenvolvedores. Isto não quer dizer que, na iminência do desenvolvimento de um grande projeto de inclusão digital, o governo não possa chamar e discutir com a Microsoft seu envolvimento no projeto nos moldes que atendam mais e melhor o usuário brasileiro. Isto para não falar de outras possibilidades! O governo tem uma grande oportunidade na mão. Não faltam exemplos pelo mundo afora de iniciativas e políticas bem sucedidas para a inclusão digital. Porém, antes de qualquer coisa é o próprio governo que deve entender que inclusão digital está muito além de um sistema operacional. 16 février A Internet mais rica e cheia de possibilidades. Mas nem por isso mais inteligente!A expansão da Internet e melhoria da qualidade das conexões está permitindo o uso de uma série de aplicativos, tecnologias e ferramentas no ciberespaço. Velocidades maiores nas conexões e melhoria nas performances dos computadores estão permitindo aos programadores e desenvolvedores explorarem ao máximo esses novos horizontes. |
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